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Mostrando postagens de Agosto, 2014

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As Metáforas das Tamareiras

POR VANDI DOGADO  Certa vez ouvi de um palestrante a belíssima lenda de origem árabe que diz: “quem planta tamareira não colhe tâmaras”. Um afoito espectador na plateia interrompeu-o, erigindo a mão direita e, sem aguardar o devido consentimento, logo emendou em tom elevado e extenso: Mas, pooorqueeeee, senhor? O palestrante como se já esperasse o questionamento manifestou um incógnito sorriso e elucidou que a tamareira leva aproximadamente 100 anos para produzir frutos, ou seja, se considerarmos que a plantemos aos 20 anos de idade, teríamos de viver 120 anos para colher suas tâmaras. Considerei o provérbio esplêndido, porque dele se podem extrair nobres ensinamentos de linguagem e de sapiência. Primeiramente, se tomarmos a expressão no sentido denotativo, defrontemo-nos com uma típica falácia, pois, ainda que naquela época a expectativa de vida fosse baixa, haveria exceções para qualquer ser humano que plantasse a árvore antes dos vinte anos. Por exemplo, se uma criança de 10 anos

Livros distribuídos pelo governo não são lidos, mas há alternativas para mudar esta realidade

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    POR VANDI DOGADO "Um pai chega a fazer sacrifícios pra comprar um tênis da  grife pro filho e acha ruim gastar vinte reais em um livro.  Infelizmente ainda temos uma sociedade que acha mais importante investir no pé do que na cabeça do filho" (Pedro Bandeira) O Governo Federal nos últimos 20 anos distribuiu uma quantidade imensa de livros às escolas públicas, mas se encontram estáticos e coberto de poeiras em apertadas bibliotecas e a maioria nunca foi ou será lido. "Livro parado em prateleira não possui valor, por isso não basta distribuir, precisa realizar projetos sérios para que sejam lidos e venham a formar novos leitores, visto que a nossa sociedade possui culturalmente ojeriza por livros, só deste modo poderemos em longo prazo colocar o Brasil entre os países em que se mais lê no mundo. Conheço poucos projetos de leituras bons no Brasil, mas alguns de enorme relevância, como o Projeto Caravana da leitura do escritor e amigo Laé de Souza , sem dúvid

VANDI DOGADO ENTREVISTA O ESCRITOR LUIZ PUNTEL

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POR VANDI DOGADO Pequena Biografia de Luiz Puntel Luiz Puntel nasceu em Guaxupé, Minas Gerais. Ainda pequeno, mudou-se para Ribeirão Preto, onde reside até hoje. Formou-se em Letras e é diretor da Oficina Literária Puntel, escola de Redação para Ensino Fundamental, Médio e Superior. É também conferencista e professor de Oratória. Escreveu livros juvenis para a Editora Ática. Prof.º Vandi - O Senhor é professor de Língua Portuguesa e escritor, como faz para conciliar os dois ofícios? Luiz Puntel - Na verdade, escrever, no Brasil, não é considerado profissão, uma vez que escrever não dá o retorno financeiro necessário. Mas é difícil conciliar o professor, profissão que toma muito tempo, já que estou sempre em sala de aula. Os livros que escrevi sempre foram feitos a partir de diminuta disponibilidade temporal. Mas acho importante escrever, pois possibilita levar a alunos do Ensino Fundamental e Médio a discussão dos problemas sociais brasileiros. Prof.º Vandi - Há algum li

Beber mais deixa-nos mais inteligentes?

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POR VANDI DOGADO Gênio, à sua maneira? Bebeu demais? Nada de se sentir um lixo: pode considerar a ressaca do dia seguinte um reflexo da sua superinteligência. Soa politicamente incorreto, a gente sabe, mas é o que indicam informações de dois estudos, um feito no Reino Unido (o National Child Development Study ) e outro nos EUA (o National Longitudinal Study of Adolescent Health ). Em ambos, pesquisadores mediram a inteligência de crianças e adolescentes de até 16 anos e as categorizaram em uma de cinco classes cognitivas: “muito burro”, “burro”, “normal”, “esperto” ou “muito esperto” (de novo, politicamente incorreto, mas tudo pelo bem da ciência, né?). Os hábitos das crianças americanas foram registrados por sete anos depois disso; já as inglesas foram acompanhadas por mais tempo, até os 40 anos. Os pesquisadores mediram os hábitos alcoólicos de cada uma conforme elas iam envelhecendo. E eis que as crianças avaliadas como mais inteligentes em ambos os estudos, quando cres

Texto Genial de Machado de Assis Previa o Sofrimento dos Negros Pós-Libertação

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POR MACHADO DE ASSIS 1888 [5 abril] -  BONS DIAS! Hão de reconhecer que sou bem criado. Podia entrar aqui, chapéu à banda, e ir logo dizendo o que me parecesse; depois ia-me embora, para voltar na outra semana. Mas, não senhor; chego à porta, e o meu primeiro cuidado é dar-lhe os bons dias. Agora, se o leitor não me disser a mesma cousa, em resposta, é porque é um grande malcriado, um grosseirão de borla e capelo; ficando, todavia, entendido que há leitor e leitor, e que eu, explicando-me com tão nobre franqueza, não me refiro ao leitor, que está agora com este papel na mão, mas ao seu vizinho. Ora bem! Feito esse cumprimento, que não é do estilo, mas é honesto declaro que não apresento programa. Depois de um recente discurso proferido no Beethoven, acho perigoso que uma pessoa diga claramente o que é que vai fazer; o melhor é lazer calado. Nisto pareço-me com o principie (sempre é bom parecer-se a gente com príncipes, em alguma cousa, dá certa dignidade, e faz lembrar um suje

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