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Mostrando postagens de Setembro, 2014

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As Metáforas das Tamareiras

POR VANDI DOGADO  Certa vez ouvi de um palestrante a belíssima lenda de origem árabe que diz: “quem planta tamareira não colhe tâmaras”. Um afoito espectador na plateia interrompeu-o, erigindo a mão direita e, sem aguardar o devido consentimento, logo emendou em tom elevado e extenso: Mas, pooorqueeeee, senhor? O palestrante como se já esperasse o questionamento manifestou um incógnito sorriso e elucidou que a tamareira leva aproximadamente 100 anos para produzir frutos, ou seja, se considerarmos que a plantemos aos 20 anos de idade, teríamos de viver 120 anos para colher suas tâmaras. Considerei o provérbio esplêndido, porque dele se podem extrair nobres ensinamentos de linguagem e de sapiência. Primeiramente, se tomarmos a expressão no sentido denotativo, defrontemo-nos com uma típica falácia, pois, ainda que naquela época a expectativa de vida fosse baixa, haveria exceções para qualquer ser humano que plantasse a árvore antes dos vinte anos. Por exemplo, se uma criança de 10 anos

Conheça mais sobre o livro O Templo de Aiakos

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Lancei em agosto de 2014 o livro The Temple Of Aiakos (O Templo de Aiakos) nos EUA e na Europa (idiomas: português e inglês). Nos países anglo-saxônicos o livro obteve grande aceitação dos leitores e tem conquistado cada vez mais espaço na mídia. O enredo desenrola-se em Boston e possui características hollywoodianas, assim, mesmo eu sendo um autor do Brasil, possuo um estilo bem distinto dos demais escritores brasileiros. Por outro, O Templo de Aiakos, distingue-se dos best-sellers dos escritores americanos da contemporaneidade, principalmente pela ausência do espírito maniqueísta e pela exploração crítica da loucura e da ganância humanas. Na adolescência, Peter Butller assassinou os próprios pais, todavia a polícia não percebeu o seu envolvimento no crime, então ele foi morar com uma prima no interior dos EUA, só voltando a Boston 15 anos depois, quando completou idade suficiente para receber a fortuna de seus pais. Butller estava transtornado em tornar-se mais inteligente, por

FEBEAPA continua firme e forte

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POR VANDI DOGADO Vou continuar com FEBEAPÁ em memória ao escritor Stanislaw Ponte Preta e apresentar mais algumas expressões peculiares de alguns brasileiros, desta vez de três políticos tupiniquins. Em 2011, conforme matéria da Folha de São Paulo, o "livro das maiores bobagens da história" (Book of All-Time Stupidest: Top 10 Lists) dos irmãos Ross e Kathryn Petras, trouxe besteiras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do ex-presidente João Figueiredo (1979-1975) e do ex-deputado João Alves. FHC, agora Imortal da ABL, na época, saiu com essa: "Não vamos prometer o que não dá para fazer. Não é para transformar todo mundo em rico. Nem sei se vale a pena, porque a vida de rico, em geral, é muito chata", afirmou na campanha em que o levaria a reeleição. Figueiredo, por sua vez, disse genialmente em dois momentos distintos: "Vou fazer deste país uma democracia, e, se alguém for contra, eu prendo e arrebento". João Alves, falecido em 15 de

Para que serve a arte?

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POR VANDI DOGADO Para que serve a arte? É uma pergunta difícil de responder, porque cada pessoa tem uma experiência pessoal com o mundo artístico. Difícil também é encontrar alguém que não goste de algum tipo de arte, por exemplo, a música faz parte do cotidiano dos seres humanos e, talvez, seja a arte mais apreciada. Assim, a música a Literatura, a Escultura, a Pintura, a Dança, a Dramaturgia são expressões particularizadas do artista diante do mundo há milhares de anos. O neurocientista Antônio Damasio afirmou que a arte é o único meio de fazer o indivíduo ser melhor para o outro e para si mesmo. A arte serve para provocar sonhos, mexer com os sentimentos e as emoções e, até mesmo, causar estranheza diante do inusitado. Quem não tem uma música que marcou o encontro com o amado ou a amada? Quem nunca chorou diante de um filme? Quiçá, sejam raras as pessoas que não apreciam a arte; mas em algum momento ela poderá agir sobre estas pessoas. Arte possibilita a recriação de um mundo

Respeito às Diversidades Culturais Versus Respeito à Vida

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VANDI DOGADO Caro leitor, hoje há um grande consenso de que devemos primar pelo respeito às diversidades culturais, eu mesmo sou um grande defensor de tal ideia, pois a maioria das grandes tragédias humanas vêm da intolerância às distinções socioculturais. Antropologicamente, dizemos que não há cultura superior ou inferior, apenas diferente. E, isso é uma verdade incontestável do ponto de vista lógico. Mas, alerto que há perigos na defesa generalizante e cega das diversidades culturais. Como? Seria uma falácia acreditar que não há exceção à regra. Eu, pelo menos, encontrei uma valiosa neste caso: o respeito à vida. Imagine um povo que sacrifica bebês em nome de seu deus ou deuses? Isso é defensável? Sabemos que essa prática aconteceu em várias civilizações. Quando digo vida, refiro-me principalmente aos animais racionais e irracionais. Sou totalmente contra, por exemplo, a tradição cultural espanhola de matar touros com espada ou as caçadas esportivas nos países africanos. Não se

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