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As Metáforas das Tamareiras

POR VANDI DOGADO  Certa vez ouvi de um palestrante a belíssima lenda de origem árabe que diz: “quem planta tamareira não colhe tâmaras”. Um afoito espectador na plateia interrompeu-o, erigindo a mão direita e, sem aguardar o devido consentimento, logo emendou em tom elevado e extenso: Mas, pooorqueeeee, senhor? O palestrante como se já esperasse o questionamento manifestou um incógnito sorriso e elucidou que a tamareira leva aproximadamente 100 anos para produzir frutos, ou seja, se considerarmos que a plantemos aos 20 anos de idade, teríamos de viver 120 anos para colher suas tâmaras. Considerei o provérbio esplêndido, porque dele se podem extrair nobres ensinamentos de linguagem e de sapiência. Primeiramente, se tomarmos a expressão no sentido denotativo, defrontemo-nos com uma típica falácia, pois, ainda que naquela época a expectativa de vida fosse baixa, haveria exceções para qualquer ser humano que plantasse a árvore antes dos vinte anos. Por exemplo, se uma criança de 10 anos

FEBEAPA continua firme e forte

POR VANDI DOGADO

Vou continuar com FEBEAPÁ em memória ao escritor Stanislaw Ponte Preta e apresentar mais algumas expressões peculiares de alguns brasileiros, desta vez de três políticos tupiniquins. Em 2011, conforme matéria da Folha de São Paulo, o "livro das maiores bobagens da história" (Book of All-Time Stupidest: Top 10 Lists) dos irmãos Ross e Kathryn Petras, trouxe besteiras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do ex-presidente João Figueiredo (1979-1975) e do ex-deputado João Alves. FHC, agora Imortal da ABL, na época, saiu com essa: "Não vamos prometer o que não dá para fazer. Não é para transformar todo mundo em rico. Nem sei se vale a pena, porque a vida de rico, em geral, é muito chata", afirmou na campanha em que o levaria a reeleição. Figueiredo, por sua vez, disse genialmente em dois momentos distintos: "Vou fazer deste país uma democracia, e, se alguém for contra, eu prendo e arrebento". João Alves, falecido em 15 de novembro de 2004, na Bahia, em depoimento à CPI do Orçamento, em 1993, ao ser questionado sobre o enriquecimento, falou com a maior naturalidade: "Fácil. Ganhei tudo na loteria. Ganhei 125 vezes nos últimos dois anos". Descobriu-se que ele lavava dinheiro na loteria. A probabilidade de ganhar na loteria é de 1 em 60 milhões, ou seja, muitos passam a vida inteira sem ao menos acertar um único número, mas ele conseguiu 125 vezes em apenas dois anos. Sortudo ou mentiroso? Ao saudoso escritor Stanislaw Ponte Preta, escrevo-lhe daqui da Terra, para avisar-lhe que o FEBEAPÁ continua firme e forte. Aquele abraço...
Vandi Dogado, autor de O Templo de Aiakos

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