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As Metáforas das Tamareiras

POR VANDI DOGADO  Certa vez ouvi de um palestrante a belíssima lenda de origem árabe que diz: “quem planta tamareira não colhe tâmaras”. Um afoito espectador na plateia interrompeu-o, erigindo a mão direita e, sem aguardar o devido consentimento, logo emendou em tom elevado e extenso: Mas, pooorqueeeee, senhor? O palestrante como se já esperasse o questionamento manifestou um incógnito sorriso e elucidou que a tamareira leva aproximadamente 100 anos para produzir frutos, ou seja, se considerarmos que a plantemos aos 20 anos de idade, teríamos de viver 120 anos para colher suas tâmaras. Considerei o provérbio esplêndido, porque dele se podem extrair nobres ensinamentos de linguagem e de sapiência. Primeiramente, se tomarmos a expressão no sentido denotativo, defrontemo-nos com uma típica falácia, pois, ainda que naquela época a expectativa de vida fosse baixa, haveria exceções para qualquer ser humano que plantasse a árvore antes dos vinte anos. Por exemplo, se uma criança de 10 anos

Já houve mulher estampada no dólar?

POR VANDI DOGADO
A mulher conquistou seu espaço na sociedade (diga-se de passagem, com muito mérito); porém, ainda há alguns percalços devido aos resquícios históricos de comportamento machista em nossa sociedade. Resquícios? Deixemos de hipocrisia! Com advento da Síndrome Generalizada Coprocognitiva de políticos da extrema-direita, a coisa piorou. As mulheres são constantes vítimas de violência (física e psicológica) e recebem menos que homens por cargos equivalentes. Quantos feminicídios ocorrem todos os dias no mundo? Milhares! Só no Brasil são três feminicídios diariamente! Na Terra do Samba e Futebol”, a maioria das vítimas é mulher negra! Por falar em mulher negra, vamos conhecer a história de uma bravíssima mulher americana. Em 2020, irão estampar uma mulher negra na nota de dólar anunciou o governo americano em 2015. Que maravilha! Belíssima homenagem! Este era o desejo do então presidente Barack Obama. A mulher em questão se tratava de Harriet Tubman (1822-1913), uma escrava americana que não se sujeitou às cruéis condições imposta aos negros no Século XIX. Ela fugiu para o Norte dos EUA, conduziu 19 expedições (evento conhecido como “Ferrovia Underground”) e libertou 300 escravos. Botou terror na consciência dos machos da época! Era corajosa, destemida e superou o risco de ser capturada em sua luta pela liberdade de seu povo. Tubman também participou como espiã e comandante militar da Guerra Civil Americana e se envolveu ativamente no incisivo movimento pelo voto feminino. Ela ainda representa a luta contra a escravidão da época, o atual racismo e a visão de mulheres submissas.  Harriet Tubman substituiria Andrew Jackson. Já havia um protótipo da nota com Tubman. Seria a primeira mulher e a primeira pessoa negra a surgir numa nota norte-americana e o início da sua circulação, numa decisão do ex-presidente Barack Obama, estava previsto para 2020Enfim, estamos em 2020, substituiu? Não! Por quê? Porque, em 2019, Donald Trump não quis. Por quê? Ora, preciso dizer? 

Os sofomaníacos da extrema-direita julgam-se superiores; entretanto, sentir-se superior não faz ninguém superior. O desejo não altera o fato! O sentimento de superioridade é apenas uma fuga de uma mente titubeante e temerosa! São pessoas que necessitam encolher o outro a fim de se sentirem expansivos. A superioridade encontra-se no feito superior, não no covarde anseio. Se a abolicionista será estampada ou não na nota de 20 dólares ainda está longe do fim. O que acabou mesmo foi o delirante mandato do Siri-Mor de excrementoso topete. Afinal, entre racismo e machismo, houve alguma mulher estampada no dólar americano em algum momento da história? Sim! Apenas uma, Martha Washington, a primeira primeira-dama dos EUA. É muito pouco para um país em que se diz tão democrático. 


LEIA MATÉRIA DO UOL DE 2015
A partir de 2020, o rosto de uma mulher vai ser representado em uma nota de US$ 20 e entrará em circulação nos EUA, anunciou nesta semana o Departamento do Tesouro. Mas a medida — que vem em meio às celebrações do centenário da aprovação do direito de voto feminino no país — não é inédita.
Até hoje, a única mulher que teve o rosto estampado em uma cédula norte-americana foi Martha Washington, mulher do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, que circulou em 1896. De fato, Martha não teve uma vida vinculada ao ativismo social, mas à época, as personalidades representadas no dinheiro impresso eram restritamente figuras políticas.
Nas moedas, por outro lado, houve mais espaço para representação de ao menos três mulheres que se dedicaram de alguma forma ao ativismo social na nação: a escritora surda e cega Helen Kellen (1880-1968), a ameríndia Sacagawea (1788-1812) e a defensora dos direitos das mulheres Susan B. Anthony (1820-1906).
Segundo o Secretário do Tesouro, Jacob Lew, a identidade da mulher que marcará a próxima cédula de US$ 20 será revelada "ao longo do ano", após uma consulta pública pela internet. O pré-requisito de seleção será uma personalidade que "atuou para promover a democracia" e que já esteja morta.

Entre os nomes cotados está a defensora de direitos dos negros Rosa Parks (1913-2005) e a ex-primeira-dama e ex-presidente da Comissão da ONU de Direitos Humanos, Eleanor Roosevelt (1884-1962).
Nos últimos meses, o movimento "Women on 20's” foi lançado nos EUA com o intuito de pressionar o governo a reinserir as mulheres nas notas de dólar, criando inclusive uma petição que foi enviada em 12 de maio ao presidente Barack Obama.
Recentemente, a campanha lançou uma enquete online com 15 mulheres inspiradores da história do país em que mais de 600 mil pessoas participaram. Na votação, a vencedora foi a líder abolicionista negra Harriet Tubman (1822-1913).

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