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Mostrando postagens de Maio, 2016

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As Metáforas das Tamareiras

POR VANDI DOGADO  Certa vez ouvi de um palestrante a belíssima lenda de origem árabe que diz: “quem planta tamareira não colhe tâmaras”. Um afoito espectador na plateia interrompeu-o, erigindo a mão direita e, sem aguardar o devido consentimento, logo emendou em tom elevado e extenso: Mas, pooorqueeeee, senhor? O palestrante como se já esperasse o questionamento manifestou um incógnito sorriso e elucidou que a tamareira leva aproximadamente 100 anos para produzir frutos, ou seja, se considerarmos que a plantemos aos 20 anos de idade, teríamos de viver 120 anos para colher suas tâmaras. Considerei o provérbio esplêndido, porque dele se podem extrair nobres ensinamentos de linguagem e de sapiência. Primeiramente, se tomarmos a expressão no sentido denotativo, defrontemo-nos com uma típica falácia, pois, ainda que naquela época a expectativa de vida fosse baixa, haveria exceções para qualquer ser humano que plantasse a árvore antes dos vinte anos. Por exemplo, se uma criança de 10 anos

Um fio de cabelo entre uma conceito e outro

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POR VANDI DOGADO Há inúmeros vocábulos que mal interpretados provocam generalizada confusão no comportamento humano: autoestima e arrogância, humildade e subserviência, tolerância e conveniência, independência e autonomia, autoridade e autoritarismo, etc. Há centenas de dualidades inter-relacionadas semanticamente. A autoestima é um estado de espírito altivo e de reconhecimento próprio da capacidade de agir e realizar, porém, se não houver o devido cuidado, transformar-se-á facilmente em arrogância. Se indivíduos possuem habilidades e competências, empregá-la com o objetivo de humilhar quem não as possuem é pura maldade. A autoestima é importantíssima para o desenvolvimento individual, todavia só quando está atrelada à humildade. A humildade por sua vez poderá se transformar em subserviência ou submissão caso não haja autorreflexão. O fato de ser humildes não implica aceitação de tudo sem questionamento. Há muitos humildes detentores de enorme dificuldade em expressar-se sobre s

DESTRUIÇÃO: A PODRIDÃO DO PODER

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POR OLAVO CÂMARA Quando houve o impeachment do ex-presidente Collor, todos pensavam que o Brasil tinha novas perspectivas. Passados alguns anos, ressurgem os problemas e o maior escândalo da história brasileira. O que fazer caro leitor, para juntos ajudarmos a elevar a consciência do povo brasileiro, pensando sempre na Pátria, no desenvolvimento, na honestidade e trabalhar para uma sociedade melhor. O poder corrompe não há dúvida. Um dia o cadáver virará pó e se fundirá com os elementos químicos materiais da natureza, pois são estes que compõem o corpo humano. O que salva então? Apenas a consciência humana. Para quem acredita que o homem é dual em natureza e possui além do corpo físico, um corpo psíquico, podendo significar espírito ou alma, vale a pena pensar e até fazer uma reflexão: “tenho que cultivar a minha consciência, pois é o que vale”. O filósofo Sócrates, na Antiga Grécia, antes de beber sicuta, pois fora condenado à morte, afirmou aos seus discípulos: “Parem de chora

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