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As Metáforas das Tamareiras

POR VANDI DOGADO  Certa vez ouvi de um palestrante a belíssima lenda de origem árabe que diz: “quem planta tamareira não colhe tâmaras”. Um afoito espectador na plateia interrompeu-o, erigindo a mão direita e, sem aguardar o devido consentimento, logo emendou em tom elevado e extenso: Mas, pooorqueeeee, senhor? O palestrante como se já esperasse o questionamento manifestou um incógnito sorriso e elucidou que a tamareira leva aproximadamente 100 anos para produzir frutos, ou seja, se considerarmos que a plantemos aos 20 anos de idade, teríamos de viver 120 anos para colher suas tâmaras. Considerei o provérbio esplêndido, porque dele se podem extrair nobres ensinamentos de linguagem e de sapiência. Primeiramente, se tomarmos a expressão no sentido denotativo, defrontemo-nos com uma típica falácia, pois, ainda que naquela época a expectativa de vida fosse baixa, haveria exceções para qualquer ser humano que plantasse a árvore antes dos vinte anos. Por exemplo, se uma criança de 10 anos

Brasil investe na prática 75% a menos do que os países desenvolvidos

POR VANDI DOGADO
"Um país em que se enche o peito para afirmar “EU NÃO GOSTO DE LER dificilmente poderá lograr êxito nem social nem economicamente"
O relatório "Education at a Glance" divulgado pela a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) revelou dados que deixaram muitos brasileiros muito desanimados. O quê? Desanimados porque investimos em nossos alunos a metade do que os países desenvolvidos investem? Não podemos ficar desanimados com um fato que é sabido há séculos. Que me desculpe os saudosistas, mas nunca tivemos Educação de excelência em nosso país. No passado, continuavam os estudos somente os alunos que gostavam de estudar, o "aluno ideal", por isso a falsa impressão de que o ensino era melhor. As autoridades brasileiras e a sociedade de uma forma geral não valorizam  Educação, Ciência e Tecnologia. "Um país em que se enche o peito para afirmar “EU NÃO GOSTO DE LER dificilmente poderá lograr êxito nem social nem economicamente". Pior são explicações dos políticos: a de que somos um país com muito jovens e por isso não é possível investir em Educação como os países ricos. Os EUA investem muito mais do que nós, então deixo um questionamento, lá há menos crianças e adolescentes do que no Brasil? Uhmmm! Agora, irei expor uma lógica que comprovará que a coisa é ainda pior e que os dados antes mencionados se tornam meras falácias à luz da realidade tupiniquim. Que realidade? Não há necessidade de citar as observações empíricas constatadas nas escolas públicas, pois esta é a consequência da realidade a que me refiro: corrupção. 70% dos recursos oriundos da corrupção são desviados da Saúde e da Educação. Na Educação, além dos desvios criminosos, os recursos são empregados para sustentar outros setores e para manter cargos contratuais (não educacionais) a fim de pagar dívidas de campanha dos gestores. Estima-se que mais da metade dos recursos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) são utilizados indevidamente. Em outros artigos meus, solicitei aos Ministérios Públicos que passem um pente fino nas contas educacionais dos seus municípios e, caso isso viesse a ocorrer, o Petrolão, aquele que é considerado o maior ato de corrupção da história da humanidade, ficaria pequenino. Logo, se compararmos os dados divulgados pela OCDE com o percentual de recurso desviado da Educação, teremos um investimento de aproximadamente ¼ por aluno em relação ao valor por aluno investido em países desenvolvidos. Aliás, são desenvolvidos justamente por terem enraizado em suas culturas a elevada consideração por conhecimento e todos os processos correlativos a ele. Prova disso é que a instituição que a realiza um exame internacional, Pisa, o mesmo que divulgou os referidos dados não é uma instituição com fins educacionais, mas econômico. Isso porque sabem que não há como ter desenvolvimento econômico elevado sem investir em Educação. Lembrando que o pífio investimento em Educação explica o porquê do Brasil ficar sempre entre os últimos colocados no exame PISA. A seguir a matéria da BBC sobre os dados da OCDE.
O Brasil é um dos países que menos gastam com alunos do ensino fundamental e médio, mas as despesas com estudantes universitários se assemelham às de países europeus, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
No estudo Um Olhar sobre a Educação, divulgou nesta terça-feira, a entidade analisa os sistemas educativos dos 35 países membros da organização, a grande maioria desenvolvidos, e de dez outras economias, como Brasil, Argentina, China e África do Sul.
O Brasil gasta anualmente US$ 3,8 mil (R$ 11,7 mil) por aluno do primeiro ciclo do ensino fundamental (até a 5ª série), informa o documento. O valor em dólar é calculado com base na Paridade do Poder de Compra (PPC) para comparação internacional.
A cifra representa menos da metade da quantia média desembolsada por ano com cada estudante nessa fase escolar pelos países da OCDE, que é de US$ 8,7 mil. Luxemburgo, primeiro da lista, gasta US$ 21,2 mil.
Entre os países analisados no estudo, apenas seis gastam menos com alunos na faixa de dez anos de idade do que o Brasil, entre eles a Argentina (U$ 3,4 mil), o México (US$ 2,9 mil) e a Colômbia (U$ 2,5 mil). A Indonésia é o país lanterna, com gastos de apenas US$ 1,5 mil.
Nos anos finais do ensino fundamental e no médio a situação não é diferente. O Brasil gasta anualmente a mesma soma de US$ 3,8 mil por aluno desses ciclos e também está entre os últimos na lista dos 39 países que forneceram dados a respeito.
A média nos países da OCDE nos últimos anos do ensino fundamental e no médio é de US$ 10,5 mil por aluno, o que representa 176% a mais do que o Brasil.
Ensino superior
A situação no Brasil muda em relação aos gastos com estudantes universitários: a quantia passa para quase US$ 11,7 mil (R$ 36 mil), mais do que o triplo das despesas no ensino fundamental e médio.
Com esse montante, o Brasil se aproxima de alguns países europeus, como Portugal, Estônia e Espanha, com despesas, respectivamente, por aluno universitário, de US$ 11,8 mil, US$ 12,3 mil e US$ 12,5 mil, e até ultrapassa países como a Itália (US$ 11,5 mil), República Checa (US$ 10,5 mil) ou Polônia (U$ 9,7 mil).
A média nos países da OCDE é de US$ 16,1 mil, puxada por despesas mais elevadas de países como os Estados Unidos, Noruega, Luxemburgo e Reino Unido.
Os gastos no Brasil com alunos universitários também superam os da Coreia do Sul, de U$ 9,6 mil.
O país asiático, que gasta um pouco mais com o ensino fundamental (U$ 9,7 mil), está entre os primeiros do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) da OCDE. O teste mede conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos nas áreas de ciências, matemáticas e compreensão escrita.
Já o Brasil está entre os últimos no teste do PISA e apenas 17% dos jovens entre 25 e 34 anos têm diploma universitário, um dos índices mais baixos entre os países do estudo.
Em média, os membros da OCDE gastam quase a metade a mais por estudante do ensino universitário do que com os do primário, 'enquanto Brasil e México gastam três vezes mais'|.
Em média, os membros da OCDE gastam quase a metade a mais por estudante do ensino universitário do que com os do primário, diz o documento, "enquanto Brasil e México gastam três vezes mais".
A OCDE vem destacando nos últimos estudos que houve aumento dos investimentos públicos em educação no Brasil. Em porcentagem do PIB, o Brasil está próximo da média dos países da organização.
Os gastos com educação totalizaram 4,9% do PIB brasileiro (último dado disponível no estudo). A média dos países da OCDE é de 5,2% do PIB.
Ao mesmo tempo, a OCDE vem afirmando que é preciso aumentar os gastos por aluno do ensino fundamental e médio, considerados bem abaixo do montante considerado adequado pela organização.
Apesar da melhora no nível de investimentos em educação no Brasil, o Brasil continua entre os últimos do ranking dos testes de avaliação do PISA.
Na avaliação da organização, isso ocorre porque houve maior acesso à educação no país, com a inclusão no sistema de ensino de alunos desfavorecidos e com atrasos de aprendizagem, o que acaba puxando o desempenho geral dos estudantes brasileiros para baixo.

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