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As Metáforas das Tamareiras

POR VANDI DOGADO  Certa vez ouvi de um palestrante a belíssima lenda de origem árabe que diz: “quem planta tamareira não colhe tâmaras”. Um afoito espectador na plateia interrompeu-o, erigindo a mão direita e, sem aguardar o devido consentimento, logo emendou em tom elevado e extenso: Mas, pooorqueeeee, senhor? O palestrante como se já esperasse o questionamento manifestou um incógnito sorriso e elucidou que a tamareira leva aproximadamente 100 anos para produzir frutos, ou seja, se considerarmos que a plantemos aos 20 anos de idade, teríamos de viver 120 anos para colher suas tâmaras. Considerei o provérbio esplêndido, porque dele se podem extrair nobres ensinamentos de linguagem e de sapiência. Primeiramente, se tomarmos a expressão no sentido denotativo, defrontemo-nos com uma típica falácia, pois, ainda que naquela época a expectativa de vida fosse baixa, haveria exceções para qualquer ser humano que plantasse a árvore antes dos vinte anos. Por exemplo, se uma criança de 10 anos

Meros e irresistíveis banquetes aos frágeis vermes.

POR VANDI DOGADO 
"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas"
Se defensores das diversidades socioculturais e individuais vituperam publicamente dogmas religiosos, cometem gravíssimo, desnecessário e tolo equívoco; todavia, se religiosos agridem impiedosamente quaisquer aspectos das diversidades condicionais e optativas (formadas ao longo da vida pelas complexas interações psicobiogenéticas) e improperam  gratuitamente contra a livre manifestação artística ou opinativa incorrem na mesma gravidade. Toda liberdade de expressão se faz necessária à sociedade desde que se respeite às distinções socioculturais e pessoais e, sobretudo, não se transgrida as leis vigentes do Estado Democrático de Direito. Há um grupo da extrema direita reivindicando liberdade de expressão para cometer crime. Espera lá, sofomaníacos! Como já dizia Horácio: "non est mensura rerum" ("há uma medida nas coisas"). Não se deve jamais desconsiderar os limites da liberdade de expressão. Ela inutiliza-se na prática de crimes contra a dignidade humana e contra a democracia.
Tentativas de construção de "arte" ou de exposição de livre pensamento cujo conteúdo afronta símbolos religiosos é um evidente exemplo da ausência de bom senso estético, assim como tentativas de "curar" a homossexualidade por meio da religião é um exemplo de insanidade. As grandes guerras sempre foram movidas pelo egoísmo, busca de bens materiais, gana por poder, negação da racionalidade e desprezo às diferenças concretas ou abstratas do outro. Uns vivem carregados de preconceitos e outros repletos de “verdades” dogmáticas ou ideológicas. Ó, se soubessem quão frágil e insignificante é o humano perante o tempo! Ó, se soubessem quão frágil e insignificante é o humano perante a morte!  Ó, quão impotentes somos diante de agressivas doenças! De nada vale nossa curtíssima existência sem amor, respeito, justiça, sensatez e solidariedade. Os persistentes devaneios levaram muitos seres humanos erroneamente a construir “valores superiores” a fim de colecionar em vão ódio aos que invejam , desprezam ou culpam por seus fracassos ou por suas dores. A superioridade inquestionavelmente existe nas habilidades de alguns indivíduos; porém, todo sentimento, desejo e manifestação de superioridade em relação ao outro é antes de tudo um ato irracional e covarde de indivíduos que procuram desesperadamente defesa contra seus medos, dúvidas, anseios e inveja. Porque aquele que possui alguma superior habilidade não tem o direito de menosprezar ninguém! Pior ainda, muitos desprezam sem possuir quaisquer habilidades superiores Ó, exaltemos os democráticos vermes! Eles recebem solenemente a carne do negro e do branco, do alto e do baixo, do grande e do pequeno, do gordo e do magro, do belo e do feio, do inteligente e do idiota, do rico e do pobre, do direito e do torto, do capitalista e do comunista, do homem e da mulher, do heterossexual e do LGBTQI+ e, consomem-na indistintamente até a brancura dos esqueletos. Ó, quão imponente e poderoso são os humanos! Meros e irresistíveis banquetes aos frágeis vermes.

"O Templo de Aiakos" publicado pela Chiado Editora de Portugal é um livro de suspense e mistério que conquistou leitores em todo o mundo.

LEIA A SINOPSE:

Após assassinar os próprios pais, Peter Butller recebe uma grande fortuna e constrói um complexo prédio subterrâneo, que nomeia de O Templo de Aiakos, em homenagem a um dos filhos de Zeus. Obcecado em tornar-se um gênio, Butller sequestra um neurocientista ganhador do Prêmio Nobel, uma psicóloga, três crianças excepcionais, três jovens com alto QI, um decifrador de códigos da CIA e um agente do FBI, com o objetivo de realizar experiências científicas e criar a Pílula da Inteligência. Além das terríveis experiências, ocorrem misteriosos e brutais assassinatos no Templo Aiakos. Quem parece não estar envolvido, às vezes, é o principal responsável pelas mortes, sendo muito difícil no decorrer da leitura desvendar quem é o protagonista e quem é o antagonista. Todavia o autor oferece dicas por meio de características psicopatológicas, de forma a que o leitor atento possa descobrir quem está envolvido nos crimes. Há, ainda, uma poderosa sociedade secreta controlando os criminosos de O Templo de Aiakos. Este é um livro para quem aprecia um enredo complexo e possui nervos fortes para aguentar os impactos emocionais. Apesar de ser um livro de suspense e mistério, traz duras críticas à ciência contemporânea.

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