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As Metáforas das Tamareiras

POR VANDI DOGADO  Certa vez ouvi de um palestrante a belíssima lenda de origem árabe que diz: “quem planta tamareira não colhe tâmaras”. Um afoito espectador na plateia interrompeu-o, erigindo a mão direita e, sem aguardar o devido consentimento, logo emendou em tom elevado e extenso: Mas, pooorqueeeee, senhor? O palestrante como se já esperasse o questionamento manifestou um incógnito sorriso e elucidou que a tamareira leva aproximadamente 100 anos para produzir frutos, ou seja, se considerarmos que a plantemos aos 20 anos de idade, teríamos de viver 120 anos para colher suas tâmaras. Considerei o provérbio esplêndido, porque dele se podem extrair nobres ensinamentos de linguagem e de sapiência. Primeiramente, se tomarmos a expressão no sentido denotativo, defrontemo-nos com uma típica falácia, pois, ainda que naquela época a expectativa de vida fosse baixa, haveria exceções para qualquer ser humano que plantasse a árvore antes dos vinte anos. Por exemplo, se uma criança de 10 anos

A Era dos Vazamentos

POR VANDI DOGADO                             
Primeiramente, manifestamos repúdio por quaisquer vazamentos criminosos, todavia, respeitamos o direito constitucional de jornalista preservar suas fontes. Logo, consideramos criminosos quem obtém ilicitamente informações e as envia à imprensa. 
Embora defendamos a liberdade de expressão, não somos ingênuo de acreditar que todas as instituições jornalísticas não sirvam aos interesses de um ou outro grupo político. Citamos dois casos como exemplo claro de jornalismo tendencioso, o Antagonista e o Intercept Brasil. O primeiro cresceu com vazamentos ilegais da Lava-Jato. Mantém-se a serviço do projeto de poder de lava-jatistas e extrema-direitistas. Já o segundo realiza jornalismo em defesa dos anseios petistas e esquerdistas. 
Atualmente, ambos concentram esforços em desqualificar o jornalismo um do outro. Apesar de não concordarmos com as estratégias jornalísticas de ambas mídias, não há nada de errado em lutar por seus ideais, desde que as notícias apresentem fatos verdadeiros e, sobretudo, mantenham a lisura na busca de informações. Até que se prove ao contrário nem o Antagonista nem o Intercept Brasil usam métodos ilícitos para adquirirem as informações. Apenas servem cada qual ao seu grupo político.
Não obstante, a verdadeira Justiça deveria punir severamente quem vaza informações. Afinal das contas, quem são os vazadores? No caso da Lava-Jato, quem detinha as informações? Logicamente que os vazamentos, neste caso, foram realizados por representantes da própria Lava-Jato. No momento, os vazamentos das conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol têm causado um verdadeiro fervor na tripartição de poderes e em todos os setores da sociedade. 
O site Intercept Brasil do premiado e polêmico jornalista americano Grenn Greenwald trouxe à tona conversas da Operação Lava-Jato que só confirmam as evidências de um projeto de poder cujos represantes são promotores, juízes, desembargadores, delegados federais, policiais federais, alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, empresários e alguns políticos. Tudo realizado com o discurso de combate à corrupção e com o apoio de grande parte da mídia, todavia, vamos ao que interessa. Quem vazou as conversas entre participantes da Lava-Jato? 
Primeiramente, consideremos os conhecimentos em informática. Seria possível "quebrar" a criptografia do Telegram? Dificilmente! Somente se houvesse alguma falha gravíssima no código-fonte do Telegram. Tudo nos leva a pensar que não houve sofisticada quebra de criptografia do Telegram. Ah, mas o Telegram não realiza criptografia de ponta a ponta. Verdade, porém foram vazadas mensagens de conversas secretas que são criptografadas de ponta a ponta. 
E o uso de programas maliciosos seria possível? Sim. Caso houvesse "implantação" de Malware no Desktop, Notebook ou Smartphone, ter-se-ia acesso às mensagens e aos backups das conversas dos homens de terno e gravata. Outra possibilidade seria o sequestro ou a clonagem do número do celular devido à fragilidade na operadora telefônico. E, para complicar a mídia tem noticiado que os envolvidos não almejam entregar o celular para a perícia. Estranho!
Ainda que seja possível a participação de hackers no acesso dos aparelhos de integrantes da Lava-Jato e, se isso de fato ocorreu, foi mais por descuido dos usuários do que por técnicas avançadas de hackers, logo não deve ter havido participação de russos ou de quaisquer hackers de alto nível como insinua as vítimas dos hackeamentos. Se foram hackers é daqui mesmo. Não está descartada a hipótese de que as mensagens de Moro e Dallagnol, vazadas pelo site INTERCEPT BRASIL, possam ter sido copiadas por pessoas ligadas à própria Lava-Jato e repassadas ao INTERCEPT BRASIL, sem qualquer emprego de expertise dos geniais mestres da espionagem virtual. Tratar-se-ia, provavelmente, de membro da Lava-Jato descontente com o famoso "escanteio pós-vitória".
A poderosa Rede Globo concentrou seus esforços em demonstrar a criminalidade na obtenção das mensagens. Chegou até fazer uma reportagem no Fantástico sobre o criador do Telegram, o bilionário Pavel Durov, insinuando que o aplicativo de mensagem não é confiável. Outros importantes meios de comunicação seguiram a mesma linha da Globo como foi o caso da maior revista do país, a Veja. No entanto, a Veja mudou de estratégia, uniu-se ao Intercept Brasil e trouxe na capa o ex-juiz Sérgio Moro com o dedo na balança em referência a sua tendenciosidade na Operação Lava-Jato.
Enquanto uns jornalistas priorizaram o possível hackeamento criminoso dos aparelhos de membros da Lava-Jato e de Moro, outros demonstraram que o ex-juiz Sérgio Moro não agiu com isenção como expressa o artigo 8º do Código da Magistratura e, para muitos jornalistas, foi o coordenador da Lava-Jato, orientando cada passo de Deltan Dallagnol, promotor legalmente responsável pela operação. Já o analista político de pensamento liberal, Reinaldo Azevedo, crítico ferrenho dos governos petistas e bolsonarista, e a Folha de São Paulo, um dos cinco maiores jornais do mundo, ao contrário da Globo, arriscaram a parceria com o Intercept Brasil. Obviamente, devem ter analisado todo o conteúdo que Grenn Greewald possui e considerado consistente. Afinal, nem um décimo ainda foi divulgado.
A Rede Globo foi procurada pelo jornalista do Intercept Brasil e, estranhamente, negou a pareceria para divulgar as mensagens. Sabe-se que a Rede Globo é uma irremediável defensora da Lava-Jato. Talvez, fosse para preservar a operação contra a corrupção, talvez fosse porque não confiasse na veracidade das mensagens. Parece ter errado na estratégia e nas intenções. Os maiores jornais do mundo, citaram o Intercept Brasil, a Folha de São Paulo e jornalista Reinaldo Azevedo como divulgadores de um esquema inescrupuloso da Justiça brasileira sem questionar a veracidade das mensagens. Deve-se considerar que a Rede Globo aparentemente está em guerra com a maior cria da Lava-Jato, o presidente da República Jair Bolsonaro. Até produziu um programa "Isso a Globo não Mostra" no Fantástico para satirizar as presepadas do presidente e seus ministros.
Afinal, a mensagens são verdadeiras? Possivelmente, a considerar o comportamento de Moro e Dallagnol. De qualquer forma, não causam nenhuma surpresa ou estranheza aos que refletiram um pouquinho. Os envolvidos nem negam nem afirmam a veracidade das mensagens. Sem contar que há áudios de conversas que dificilmente podem sofrer alterações. O ex-juiz e promotor parecem ter sofrido um "GOLPE DE MEMÓRIA" que inviabiliza qualquer inferência em decorrência à retórica e às futuras mensagens que poderiam ser reveladas. A verdade é que as mensagens são desnecessárias para inferir suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. Jamais foram necessárias quaisquer mensagens vazadas para deduzir quais eram as verdadeiras intenções da operação anticorrupção, visto que o descumprimento de artigos da Constituição Federal, do Código de Processo Penal e do Código da Magistratura sob o pretexto de combater a corrupção ofertavam fartos indícios de projeto de poder do ex-juiz. 
Embora tenha havido condenação de políticos de vários partidos por corrupção, a tentativa do Ministério Público de instituir um fundo para o "controle" de quase R$ 2,5 bilhões, escancarou nuances muito além do bem e do mal. Independentemente de ideologias partidárias, não se deve transgredir leis em nome de assistência social como faz a esquerda ou em nome do combate à corrupção como faz a extrema-direita. A Lava-Jato nunca combateu genericamente a corrupção no Brasil, sempre combateu determinados partidos ou políticos.
O grande problema da Lava-Jato é que "caçava" políticos e partidos específicos, deixando premissas subentendidas para a conclusão de que suas intenções ultrapassavam todos os limites legais. A Lava-Jato agiu como um gigantesco partido político e interferiu nas eleições presidenciais. Diriam os néscios e sofomaníacos que as transgressões legais objetivavam eliminar o "demônio da corrupção". Não importa! O que importa é o respeito ao ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. Os justiceiros de plantão lembram muito Maximilien de Robespierre na Revolução Francesa que, em nome da moralidade e da retidão, mandou muitos para a guilhotina e terminou guilhotinado. 
PS: Este é um dos poucos blogs que emiti opinião sem ruir à loucura da militância em prol deste ou daquele grupo político como tecem muitos relevantes jornalistas. Procuramos emitir o ponto de vista e sustentá-lo com argumentos válidos e, primordialmente, primamos pelo emprego de fatos divulgados nas mídias oficiais, evitando a contaminação disseminada pela internet. Não somos patrocinados, tampouco solicitamos auxílio financeiro de ninguém. Se uma análise se apresenta falha em quaisquer artigos, explica-se mais por características naturais da dificuldade humana de lidar com a lógica do que por interesses. O presente artigo de opinião tem como temática os vazamentos de informações que temos observados na mídia nos últimos cinco anos no Brasil. Não apoiamos jornalismo como o Antagonista nem o Intercept Brasil, contudo não negamos que as informações que ambos trouxeram à luz da sociedade sejam relevantes.
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